A alma de Liz
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
O Tempo ?
Quantos mais minutos se passam mais se muda.
Segundos parecem horas, horas parecem dias, dias parecem meses, meses parecem anos, e todos entendemos onde isso vai parar.
Liz e sua alma estavam em constantes mudanças. Falar que as coisas mudam e que nós mudamos se torna uma das frases mais clichês que existem, todos sabem que “com o tempo” as pessoas mudam.
Liz e sua alma aprenderam a valiosa lição que não é somente o tempo que muda as pessoas, na verdade o tempo não muda ninguém. Liz conheceu pessoas que viveram décadas e não mudaram nada, e pessoas que mudaram em apenas algumas horas.
Adultos crianças e crianças adultas. Liz e sua alma aprendeu que o que desgasta o vestido da sua alma não é o tempo, é a traça. O que muda as nossas almas não é o tempo, não são os segundos passados ou os anos que voaram! O que nos muda, o que muda nossa alma são as traças, são os problemas, as situações. Se diz no livro de capa preta que a Alma de Liz carrega dentro de sua alma, diz algo como “as tribulações trazem consigo a perseverança! ” Ou “ o mar agitado nos transforma em bons marinheiros”.
O Sofrer e as suas tribulações é sempre algo que passa com frequência na cabeça de Liz, mas o diferencial dessa vez foi aprender a gostar desses momentos. Eu sei, eu sei parece loucura “como alguém pode gostar da tempestade? “. Ninguém gosta de tempestades, ninguém é tão louco assim. Com o tempo (pelo menos quando ele vem acompanhado das traças que nos ensina algo sobre o vestido de nossa alma) você passa a admirar os resultados das tempestades. Aprendemos onde fortalecer para o teto não cair, e colocar algo para segurar as telhas para não voar com o vento. Aprendemos a escoar a agua que desce com a chuva para não alagar tudo (também aplicamos isso aonde colocamos nossas lagrimas). Ora, o que fez a nossa casa mais forte, a estrutura dos nossos vilarejos ou até mesmo em que tipo de material nós podemos confiar, não foi o tempo, foram as adversidades, as tempestades, o tempo só as ajudou a trazê-las. Muitas das vezes queremos culpar o dono da tempestade por ter derrubado nossas casas frágeis, quando deveríamos agradecer por Ele nos mostrar o quão frágil a nossa Alma está. Nós só construímos lares mais fortes para a nossa Alma, porque o Mestre nos mostrou quem somos.
Construímos casas pequenas e frágeis para nossa Alma, mas depois que vem o vento forte e derruba tudo, percebemos que precisamos de um material melhor, de algo mais forte, não foi o tempo que nos ensinou isso, foi o nosso Rei que nos ensinou que Ele é a única coluna que sustenta nossa casa. O tempo não nos ensinou a procura-lo, foram os problemas que nos ensinou a acha-Lo.
Temos a impressão que os segundos parecem horas, ou até mesmo anos, não pelo tempo que passou no relógio, mas sim pelo amadurecimento de nossas Almas, e então percebemos que o tempo do relógio não quer dizer muita coisa, o tempo do amadurecimento que sim, e tudo isso depende de quem está nos ensinando a contar os ponteiros.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Por que estais aflita oh minha alma
Liz olhou fundo na sua alma e enxergou o mal que existia dentro de si, ela olhou para sua alma e viu o quanto ainda estava suja.
Tantas vezes Liz já olhou a beleza do mar criado, quantas vezes Liz já adentrou na beleza do dono do mar, nas suas maravilhas, no olhar daquele que guarda a eternidade, mas Liz ainda viu a sujeira da sua alma, repudiando o seu Criador, ao mesmo tempo que Liz amava seu criador, a sua criatura interior cada vez mais parecia querer afasta-Lo, era uma sensação estranha, ela não conseguia entender como amar alguém tanto assim e ao mesmo tempo menosprezar e muitas vezes dentro de si parece que quer afastar o seu amor, seu único amor, para longe de sua alma.
Liz se pergunta porque sua alma não se aquieta, porque ela insiste em afastar Liz do seu ser amado, do Senhor do mar, do Senhor do tempo do seu amado que de tamanha beleza parece um leão que está acima do ouro, que sua cora está acima de tudo criado, mas mesmo depois de ver toda a beleza que se encontra em seus olhos, mesmo depois de ama-Lo, ainda assim Liz olhava para si e tinha vergonha, pois cada vez que ela se aproximava do seu Rei mais ela percebia que Ele tinha motivos para não ama-la.
Sempre quando vem a pergunta “por que estais aflita oh minha alma?” Liz sabe a resposta. Liz sabe a resposta da pergunta porque os monstros que sua alma carrega são os piores monstros possíveis. São monstros abomináveis, monstros que humilham sua alma, monstros que a desnorteiam, monstros que sempre lembrarão a Liz e sua alma quem elas são e o quão elas não merecem elas não merecem a beleza eterna. Ninguém precisava apontar para Liz os monstros, ela conseguia enxerga-los perfeitamente! Então “por que estais aflita oh minha alma?” porque eu sei quem eu sou.
Como chegar na presença do Rei com tantos monstros sendo carregado. Liz chorava, Liz se angustiava, Liz sabia que a feiura que existia dentro dela não poderia entrar em tamanha beleza. Então como um cachorrinho que comeu as migalhas que caíram da mesa, com todo acanhamento, com toda a vergonha de um cachorrinho que sabia que merecia só as migalhas pois sabia que tinha feito algo errado.
Então o Senhor do Tempo a abraçou, com um abraço apertado que só Ele sabe dar, e a lembrou que se a chuva alcança-la, que ainda tudo mude dentro dela, que ainda que ela saiba dos seus altos e baixos, o Senhor dos mares e do Tempo amava Liz, amava muito.
O Rei amava, de uma forma que não dava para descrever, sua amada noiva.
domingo, 22 de março de 2015
Noticias
Amados e queridos, sei que não estou escrevendo muito por aqui mas pretendo em breve.
Estou em um projeto chamado "A alma de Liz" e pretendo publicar o livro em breve na internet em PDF ainda vendo qual vai ser o custo.
O livro conterá cronicas que não tem aqui e todos que tem aqui.
A compra do livro será apenas uma maneira de poiar o projeto...
Um abraço e que Deus abençoe vocês!
Assinar:
Postagens (Atom)