quinta-feira, 4 de junho de 2015
Por que estais aflita oh minha alma
Liz olhou fundo na sua alma e enxergou o mal que existia dentro de si, ela olhou para sua alma e viu o quanto ainda estava suja.
Tantas vezes Liz já olhou a beleza do mar criado, quantas vezes Liz já adentrou na beleza do dono do mar, nas suas maravilhas, no olhar daquele que guarda a eternidade, mas Liz ainda viu a sujeira da sua alma, repudiando o seu Criador, ao mesmo tempo que Liz amava seu criador, a sua criatura interior cada vez mais parecia querer afasta-Lo, era uma sensação estranha, ela não conseguia entender como amar alguém tanto assim e ao mesmo tempo menosprezar e muitas vezes dentro de si parece que quer afastar o seu amor, seu único amor, para longe de sua alma.
Liz se pergunta porque sua alma não se aquieta, porque ela insiste em afastar Liz do seu ser amado, do Senhor do mar, do Senhor do tempo do seu amado que de tamanha beleza parece um leão que está acima do ouro, que sua cora está acima de tudo criado, mas mesmo depois de ver toda a beleza que se encontra em seus olhos, mesmo depois de ama-Lo, ainda assim Liz olhava para si e tinha vergonha, pois cada vez que ela se aproximava do seu Rei mais ela percebia que Ele tinha motivos para não ama-la.
Sempre quando vem a pergunta “por que estais aflita oh minha alma?” Liz sabe a resposta. Liz sabe a resposta da pergunta porque os monstros que sua alma carrega são os piores monstros possíveis. São monstros abomináveis, monstros que humilham sua alma, monstros que a desnorteiam, monstros que sempre lembrarão a Liz e sua alma quem elas são e o quão elas não merecem elas não merecem a beleza eterna. Ninguém precisava apontar para Liz os monstros, ela conseguia enxerga-los perfeitamente! Então “por que estais aflita oh minha alma?” porque eu sei quem eu sou.
Como chegar na presença do Rei com tantos monstros sendo carregado. Liz chorava, Liz se angustiava, Liz sabia que a feiura que existia dentro dela não poderia entrar em tamanha beleza. Então como um cachorrinho que comeu as migalhas que caíram da mesa, com todo acanhamento, com toda a vergonha de um cachorrinho que sabia que merecia só as migalhas pois sabia que tinha feito algo errado.
Então o Senhor do Tempo a abraçou, com um abraço apertado que só Ele sabe dar, e a lembrou que se a chuva alcança-la, que ainda tudo mude dentro dela, que ainda que ela saiba dos seus altos e baixos, o Senhor dos mares e do Tempo amava Liz, amava muito.
O Rei amava, de uma forma que não dava para descrever, sua amada noiva.
domingo, 22 de março de 2015
Noticias
Amados e queridos, sei que não estou escrevendo muito por aqui mas pretendo em breve.
Estou em um projeto chamado "A alma de Liz" e pretendo publicar o livro em breve na internet em PDF ainda vendo qual vai ser o custo.
O livro conterá cronicas que não tem aqui e todos que tem aqui.
A compra do livro será apenas uma maneira de poiar o projeto...
Um abraço e que Deus abençoe vocês!
Assinar:
Postagens (Atom)