segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Alma de Liz: Eu tenho uma alma!
“Eu tenho alma”. Liz todos os dias clamava para o seu reflexo no espelho e dizia que tinha uma alma. A alma de Liz não era algo muito belo de se ver, mas, ela tinha tanta certeza que tinha uma alma, que aquilo a alimentava todos os dias. Liz sabia que não era qualquer uma, sabia que sua alma era suja, e nem o melhor sabão em pó poderia tirar toda aquela sujeira, porém, Liz sabia que existia Alguém que daria tudo, e que deu Seu filho como prova disso, somente porque a amava tanto e queria lavar sua alma. Liz todos os dias olhava no espelho e gritava para si mesma: “EU TENHO ALMA!”.
Liz não sabia direito o valor de sua alma, como disse, Liz não era uma dessas pessoas muito inteligentes. Liz tinha um coração sincero e admitia quando errava. Liz sabia que sua alma suja precisava ser limpa e sabia que existia uma maneira, só que ela não entendia direito, até sabia que Deus a amou tanto que limparia sua alma, mas como ela iria fazer para a alma dela, na qual ela tanto gritava para si que tinha, iria ser limpa?
A alma de Liz se sentia indigna de tamanho privilégio; ela não se achava linda o suficiente, achava, na verdade, que precisava de mais tempo para se limpar. Mas, para o sangue de Cristo poder limpá-la, o que na maioria das vezes ela não notava, só existia uma maneira e era com o sangue do filho de Deus. Liz gritava todos os dias no espelho “EU TENHO ALMA!”; ela gritava porque a alma dela a fazia se sentir alguém, mesmo ela sendo suja e meio “burra”, ela se sentia alguém quando afirmava para si que possuía alma. Então Liz resolveu fazer algo inesperado. Liz resolveu escrever uma carta para Deus transmitindo tudo que sua alma dizia, dos seus medos e decisões, do que ela sentia e até mesmo o que ela não sentia. Liz fez algo único. Ela tentou traduzir em palavras uma língua que jamais foi falada. A língua que ela queria falar era a linguagem da sua alma!
Por um momento Liz escreveu em sua carta seus problemas emocionais e quantas vezes seu coração foi machucado. Liz escreveu cada palavra que sua alma gritava dentro dela e, pediu perdão, na verdade ela implorou, para que todos os rasgões que o “pano” da sua alma sofreu fossem costurados, e que finalmente sua alma fosse realmente limpa e tratada.
A carta chegou a Deus, e ela foi imediatamente traduzida, e o que parecia páginas e páginas, na verdade se resumiu em duas frases “Pai, te amo. Pai preciso de você!”. Não quero dizer que isso foi o que realmente Liz escreveu, na verdade era o que realmente Liz queria dizer, isso era o que sua alma queria dizer. A alma de Liz, que era suja e rasgada, hoje se tornou o mais belo dos vestidos e quando Liz olha para o espelho agora, ela fala: “Eu não tenho uma alma, minha alma é de Deus, o que tenho é um Deus.”
Escreva cartas de amor para Deus, e não espere que Ele leia suas palavras, espere que Deus entenda o que você realmente quer dizer.
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