segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Os remendos da alma de Liz

Faz muito tempo que não escrevo nada por aqui, não sei se é falta de tempo ou simplesmente disposição e coragem para colocar tudo em letras novamente, mas eu preciso escrever. Nessa volta eu queria escrever sobre alguém que gosto muito de escrever, e que de certo modo, marcou muito essa caminhada nesse blog, vou falar um pouco como anda Liz e sua alma. A alma de Liz estava em paz, parecia impossível, mas ela estava em paz. A alma de Liz encontrou alguém para compartilhar os retalhos do seu vestido, alguém especial que se parecia muito com o seu pano. A vida de Liz estava bem, ela não tinha do que reclamar. Então as pessoas começaram a ver algo na alma dela que ela sabia que não existia. O vestido que era a alma de Liz foi sendo mostrado pelas lojas do mundo, como se ele tivesse algum valor, mas Liz e sua alma sabia que o vestido da sua alma não era tão valioso quanto algumas pessoas achavam, e a alma de Liz sentiu medo, sim medo. Medo de não ser aquilo que as pessoas esperavam, ou de não ser capaz de corresponder todos os planos que queriam que a alma de Liz realizasse, na verdade ela sabia que não conseguiria, ela sabia que seu pano era frágil, e que não tinha todo esse valor, a alma de Liz só esqueceu por um momento que o importante não é o pano de sua alma, mas sim o costureiro que construiu o vestido. Às vezes as nossas almas se sentem incapazes de realizar certas tarefas, ou de não realiza-la, nós sabemos quem somos, sabemos que somos frágeis. Tem almas que pensam que seu tecido é mais valioso que qualquer um, e pensa que eles nunca rasgarão, outros tem tanto medo de rasgar o vestido, que é sua alma, que não se arrisca a viver tudo aquilo que este planejado, nisso tudo se esquece de quem é o costureiro do vestido que se compõem nossa alma. O nosso costureiro é o que nos faz suportar os puxões as amostras e tudo isso, Ele sabe do material que somos feitos e nos mostra que damos conta de mais do que aguentamos, justamente porque o costureiro nesse caso faz toda a diferença. Medos sempre existirão, angustia de saber se você consegue aguentar ou não elas sempre vão existir, mas a diferença é justamente que você sabe que não aguenta, o seu alicerce não é o seu material é a linha do costureiro que une todo o tecido.

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